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Mostrando postagens de novembro, 2025

O banquete

Sentei esperando. Passei alguns minutos esperando. Horas... Dias... Se foram as cores, os sabores — azedou. Chegaram as moscas. Esperei só mais um pouquinho, mas a fé do menino também azedou. Não fui embora: eu também era a mesa posta. Esperei menino, entendi homem. Banquete pode ser um pão dormido — para alguns. Uma ceia de majestade pode ser ilhufas para outros. Wellingtton Jorge

Saber que nem tudo

Saber por que vai.  Saber de onde veio. Saber por que parou. Saber com quem vai. Saber com quem parou. Saber quem carregou. Saber recalcular a rota. Saber rejeitar o caminho. Saber que nem tudo é para quem está com todos. Wellingtton Jorge

Pedregrulhos

Tenho pedregulhos no bolso, lembrança de um tempo bom. Levo o que pesa no coração, e o bom... não ficou. A lembrança que tenho era de um começo. — Por que os começos não duram mais tempo? Venho aqui deixar pedrinha por pedrinha, mas todos os dias tenho que voltar. Não abraço o tempo, não temos mais essa intimidade. Ele até se enjoou de mim — todos os dias passando aqui, depositando... depositando... Não é xante, são penedos que jogados aqui. Wellingtton Jorge

Woman in chains

Woman in chains Em ruínas da paixão, sobre os escombros do amor, implora ao seu homem: Free me... Man of stone, em seu trono, ignorando aquele pequeno ruído entre os escombros. Woman in chains... Woman in chains... Ei... Deixa-a ir. So free her. Wellingtton Jorge

Bolo de milho

Sobre a mesa, um bolo — milho cremoso, aroma do campo. Canela o completa, café eu acrescento. Como entender a sincronicidade? Amada alma que me presenteou, o que desejei um poente antes recebo no crepúsculo posterior. Wellingtton Jorge  *Presentes inesperados, fazem poemas brotarem...  Irma & Ieda