Tudo de bom que a vida nos dá é comprável com um sorriso. O tempo na cidade tem levado o tempo da paz e do silêncio. São Paulo, amada cosmopolita, terra de tantos artistas e da diversidade. A Avenida Paulista e a Berrini, no bloquinho econômico, conduzem a um ritmo intenso, sem deixar a bateria recuar. Como ter uma música sem recuo? Os carnavalescos chorariam dias seguidos por levar uma nota baixa por falta de recuo. É preciso reorganizar a bateria para que fluam as alas da vida. Vejam as flores e as grandes árvores: dançam com o vento, sincronizadas como uma onda, dão as mãos quando balançam, soando suas notas musicais. Tocam mínimas e semínimas quando um pica-pau está por perto; abrem os braços para a sinfonia das cigarras e para os festivais dos pássaros, sempre respeitando o silêncio. Deixamos de desejar o silêncio, construímos ídolos chamados entretenimento e barulho. A natureza mantém-se viva como sempre; ela não precisa de terapia nem de sessões de psicanálise. Os pássaros senta...