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Máquina de costura

É o barulho da máquina que faz a igualdade Sentam com seus óculos pegam suas linhas olham por cima da armação igual a matriarca. São filhas de costureira, costureiras também são. Maria, Eliana, Cida e Mainha... São mulheres rendeiras. A cena se repete e a linhagem permanece Costuram e fazem suas obras, Também recriam os gestos de Antonieta No piscar de olhos vejo todas, vejo cada uma sendo ela. Coxas de retalhos esquentou os netos Casacos feito sobre medida para matar o frio Não havia estética, somente a necessidade Foram peças únicas e exclusivas E os fios continuam a fazer parte do cenário, e sem perceber o legado vai passando. Wellingtton Jorge

FL

Subi no mais alto que alguém poderia ir Não é no Everest, mas é lá que encontro o pico do mundo. Ganhei forças, descobri forças Ganhei esperança, em mim havia confiança Ganhei a mim... Em mim sempre existiu ela Ela é especial,  poderosa, bela, única. Voa com a cabeça pra baixo Repousa as pernas lá no alto, entrelaça o topo em mim Sou o topo, sou o ápice, decido o que sou e como sou. Sou arte, dança, esporte... Sou vida. Wellingtton Jorge

Panelaço... aço ... aço...

A panela é mais aço que a resistência Nela há mais força do que sua esperança Batem para derrubar, mas nunca agem para construir É do outro a incumbência de fazer o meu futuro Da minha janela é mais fácil construir o progresso E assim vou eu gritando Como desejo que o poder caia, mas lembro-me que no final de tudo sou governo, sou estado, sou polis, sou social, sou o meio e o todo. Wellingtton Jorge

Perca-se

Vou pra lá e me perco. Coração acelera — rua deserta e desconhecida. Não deixo de ver a beleza do novo, mesmo parecendo igualzinho às outras ruas. Há detalhes... Ah, os detalhes... É nisso que me apego: encontro novas possibilidades em caminhos perdidos. Continuo, pois o final eu quem faço. Wellingtton Jorge

Quintana, desculpa-me, mas ela morreu!

Foi se criando muitos dividindo todos enfraquecendo o propósito mudando a escrita Lamento que o diferente se faz intolerante. A imposição egocêntrica do certo cega os olhos da pequena esperança aquela que o Quintana criou A pequena morreu,  quando pulou lá do 12° andar Todos esperavam o olhar verde e o sorriso inocente Algo deu errado, viram sangue - Meninazinha, acorda por favor! - Esperávamos por você! Agora cabe a nós, reescrever as linhas Comecemos por sermos humildades e abraçarmos um aos outros. Wellingtton Jorge

Chaves pra liberdade

Fui entregue a ela, e nela tornei-me prisioneiro. Correndo para a liberdade, estava condenado. A cada tentativa de fuga, minha sentença aumentava. Clamei por misericórdia e fui atendido com uma mensagem: “Viva, mas eu estou aqui.” Pensei que estava livre, mas em pouco tempo olhei e contemplei correntes me impedindo de prosseguir. Chorei como homem que sou. E no choro lamentado descobri: as chaves da liberdade sempre estiveram dentro do meu próprio coração. Wellingtton Jorge

Maghalitta, tríade vivencial!

Não sei o que escrevo, começo pela magnifica pizza e vinhos que podemos encontrar ou no atendimento único que o “Kel” oferece? Kel é um nome que os amigos o chamam e tomo a liberdade de escrever assim, pois desde a primeira vez que coloquei o pé na Maghalitta pude sentir essa amizade.  Não considero a Maghalitta somente uma pizzaria, e pego-me a falar das saborosas opções que por lá encontramos, um banquete de sabor, qualidade e rapidez essencial para o segmento. Entretanto o que por hora compartilharei são as coisas que não podem ser consumidas e muito menos compradas.  Falarei de uma tríade vivencial. Amizade, respeito e humanidade. Recordo-me de um poema escrito meses atrás, no qual refleti sobre “que mal tem um bom dia para outro alguém?”. Não foi um bom dia, mas um boa noite, a energia compartilhada me fez aderir ao ambiente alegre, e vi que já havia outros nessa mesma energia. Nesse primeiro momento aprendi que estranho não são as pessoas que tenho pouca afinida...