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Pra ser nós, precisa de dois

Por te sempre gente para chamar de nós A vida se revela em laços apertados Se for frouxo, desencanta e vai. Quando aperta, não consome a liberdade. Liberdade é ter a escolha de ir,  e mesmo assim escolher ficar por nós Ela não se cria no que se impõe Mas no que você decide fazer. Se te dão escolhas, logo não é você quem decide Por isso cante como Zeca, o Baleiro "Meu amor me ame" E se você ouvir a voz como de um eco é o "nós" se concretizando. Wellingtton Jorge

Escrevo

Escrevo,  Pois assim as loucuras de minha mente podem ser consideras poesias Escrevo, Pois assim falo tudo que posso Sem ter nenhum som na boca Escrevo, Pois assim leio o que queria ter dito e me alívio Escrevo, Para minha própria paz e para a paz dos que me leem Wellingtton Jorge

Emoções

Sou viajante em minhas emoções Encontro lugares, jardins, rochedos [...] Encontrei amores Hoje encontro solidão. Vi a esperança de longe,  Agora o medo senta ao meu lado. Quanto ao medo Paralisa-me imediatamente Se prossigo é pelo inusitado. Viajo em tantas emoções, perco-me nelas Embora tenha-me encontrado em tantas outras. Algumas gostaria de evitar [foram necessárias] Outras gostaria de recriar [não posso] O que me interessa mesmo São vive-las cada uma em seu momento. Wellingtton Jorge

Poema de Brenda para Jorge

Dois poemas que são um No vai e vem da tua alma verbal Minha cara-metade musical Conheci. Os pensamentos no mesmo plural Mas, no corpo, é natural: Voce aí e eu aqui. Descobri ser tua imagem meu ideal E tua vida ser um velho verso Que vivi. Em três segundo você é fatal Em dois rouba meu fôlego E em um, me faz rir.  Você pode vir(ver) o mar Vir(ver) onde eu moro Mesmo que chore em meu colo É exatamente aqui Que você pode transbordar. Voce me diz que sou fogo (Porque, baby, atinjo você) Mas não quero te queimar Quero te aquecer. Não me acuse de tentar te mudar (De capital, de local ou lotação) Mas São Paulo é frio demais Para o seu coração E esse poema é um sinal que sou a solução (Pra seu ser sentimental). Brenda Dias Presente desse magnífica escritora  

Na mesa

O menino da mesa olha para trás e sorrir Aquele sorriso doce de criança Apoiou mãos na toalha  estampada de traços vermelhos Hora do café da tarde,  Hora sagrada  Talvez nem saibamos qual o motivo da alegria Pois isso é coisa de adulto  Querer entender a razão  Criança só faz, aquilo que mora em seu coração. Wellingtton Jorge  *Auto descrição de uma foto nos arquivos pessoais da Tia Cida

Máquina de costura

É o barulho da máquina que faz a igualdade Sentam com seus óculos pegam suas linhas olham por cima da armação igual a matriarca. São filhas de costureira, costureiras também são. Maria, Eliana, Cida e Mainha... São mulheres rendeiras. A cena se repete e a linhagem permanece Costuram e fazem suas obras, Também recriam os gestos de Antonieta No piscar de olhos vejo todas, vejo cada uma sendo ela. Coxas de retalhos esquentou os netos Casacos feito sobre medida para matar o frio Não havia estética, somente a necessidade Foram peças únicas e exclusivas E os fios continuam a fazer parte do cenário, e sem perceber o legado vai passando. Wellingtton Jorge

FL

Subi no mais alto que alguém poderia ir Não é no Everest, mas é lá que encontro o pico do mundo. Ganhei forças, descobri forças Ganhei esperança, em mim havia confiança Ganhei a mim... Em mim sempre existiu ela Ela é especial,  poderosa, bela, única. Voa com a cabeça pra baixo Repousa as pernas lá no alto, entrelaça o topo em mim Sou o topo, sou o ápice, decido o que sou e como sou. Sou arte, dança, esporte... Sou vida. Wellingtton Jorge