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Exato momento

Na direção do sagrado Duas artes se encontram O sacro no altar e a deusa a caminhar Como poeta minha incumbência é apenas registrar A natural beleza do feminino Logo alí a frente estás. O que tenho é o momento Tenho o que escrevo, o que vejo O exato tempo que a vida se revela Como sutil e bela Calma aqui dentro, agitada lá fora São obras a serem admiradas Aquela que caminha e, aquelas nas paredes sagradas. Como fazer jus ao meu objetivo? O que devo falar Como eternizar Quais palavras usar? Difícil é ser poeta  Quando essas duas obras temos para admirar. Wellingtton Jorge

Tatiana

Para que reclamar do que não tem? Se tem mais outros muitos Abre os olhos do coração Olha na rua a vida dos pássaros matinais Glorificam a Deus com seus cantos Traga o mundo mais perto Toque os céus  Onde você quer chegar? Olhe pra rua Onde você quer estar? Olha pra rua Vamos brincar Na rua? Deixe as distrações virtuais Também amo apartamento Mas prefiro andar, pés descalço é meu sapato. Na rua? É vida que se tem, lá fora todos vêem A chuva real desaguar no corpo Meu e seu também Na rua, a vida é assim meu bem. Na rua? de quem? Não de quem, mas com quem? É assim que lá fora se vive a vida que tem. Wellingtton Jorge

Nayara

O que me define? Qual a receita para ser o que sou? O que aceito foi o que outrora quis aceitar? O que dizem faz jus ao que eu quis dizer? Das marcas que tenho no corpo Levo algumas histórias Das marcas que tenho na alma Levo todas. Não posso ser apenas uma coisa [não quero!] Ter a definição me faz ter um limite E limite é o que todos querem colocar em nós! Eu sou mais Não em quantidade Nem só de qualidade Eu sou muito mais do que os olhos podem ver Sou um ser,  Um universo, O que levo é atemporal Eu sou morada O meu próprio lar! Wellingtton Jorge

Fernanda

Alma leve da pequena girassol Noite enluarada com a loucura de Van Goh Poucas são as mulheres que enxergam como tu Teus olhos vão além do óbvio É poético, lírico, clássico... Sua fala poderia ser um enredo Shakespeariano A elegância que te compõe inspiraria Jane Austen facilmente  Se fosse um livro Seria um único exemplar Quem dera eu ser o leitor a te carregar Tê-la em minhas mãos em longas noites Junto ao meu peito teria Mas do que uma história Nasceria ali as minhas memórias. Wellingtton Jorge

Luna

Lua clara, linda estação Ver o que és faz da minha noite gloriosa Felicidade é perto  Quando na janela do meu quarto Brinco de tocar-te Brinco para disfarçar a seriedade do desejo Ter você Saber de você Não importa onde! Aqui vou na rosa dos ventos até encontrar o travesseiro da lua Minha tristeza é no amanhecer Quando ele sempre leva você de mim. Wellingtton Jorge

Diário

Quantas vidas tenho para escrever? Aqui fora sou limitado a ter apenas uma Mas com meus textos, sou infinito Conto o que sou Outrora conto o que penso Falo dos amores regados de lágrimas Dos sorrisos tímidos Descrevo os olhares apaixonados As partidas inesperadas As partidas que foram tarde Grito sem ninguém ouvir Cada linha esconde meus medos Faço o tempo ficar registrado Brinco de criador Até parece que não sou o escritor Sinto que sou apenas o leitor de mim mesmo Vejo-me diferente do que gostaria Nessa vida que escrevo tudo é leve,  até às tristezas que aparecem Mas quando coloco o ponto final Morro ali, esperando outro me venha ler Retornar a vida por meio das palavras Alguns levam pedaços de mim Tomam posse do que sou Nos tornamos um Um que lê, outro que se fez ler Com o passar dos anos Em muitos me criei Só não deixei de ser o que sou Diário, vida, poesia, poeta e criador... Wellingtton Jorge Nota do autor: Poema inspirado após passar um bom tempo numa madrugada sem sono visi...

Alana

Menina como és linda Sutil é o olhar Cativante o sorriso Secreto o que pensa Mas tão revelado como és! Menina volto a dizer Que linda és! Wellingtton Jorge