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A igrejinha amarela

A igrejinha amarela,
no alto da Penha.
Fé e fiéis,
crenças, valores
Na igrejinha amarela têm.

Tradições e histórias
do nascimento ao sepulcro.
Dois pontos, o inicial e final.
Lá na igrejinha têm.

Há encontro de noivos,
fotos, juras de amor,
até que a morte nos separe (ou o efêmero amor).
Lágrimas de alegria, coração a pulsar
Na igrejinha têm também.

Junho tem festa,
bingo, comes e bebes.
Encontros, risos, tudo pela caridade.
Os santos estão a festejar.

Os domingos pertencem ao sagrado.
Santa escritura aberta.
Rezas, pedições ... Rogai por nós...
Maria
João
José
Cícero
Jorge... Cavaleiro templário
Na igrejinha amarela têm.

Paredes sagradas,
representação do divino.
Jesus no madeiro,
vitrais celestiais
na igrejinha amarela têm.

Wellingtton Jorge

Uma homenagem a Basílica de Nossa Senhora da Penha. Poema inspirado através de um olhar dentro do metrô de São Paulo. No movimento via ao longe a igreja e sempre me fascinou, hoje a igreja e eu nos conectamos e disso o poema surgiu.

laus Deo

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