Pular para o conteúdo principal

Esconder

O que tento fazer, não faço
O que não quero fazer, faço
Entendo o Apóstolo Paulo
Há tantos de mim brigando
Buscando prazeres, aclamando efemeridade, gritando com aquele que vai lentamente
O constante,
Amante do presente,
o consciente que atento está.

Ao olhar para trás, lá no passado
Alguns anos, minutos, segundos...
Vejo que cai, errei [como errei!]
Um chapéu vestiria, não como ornamento
Mas em meu rosto para esconder [a fraqueza].
Não falaria comigo mesmo, se pudesse
E falando, eu estranho o que o fui e fiz.

Ahhh! 
respiro para ter um pouco de coragem
Pois preciso viver e, fazer tudo reviver!

Wellingtton Jorge

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A dança de Sophia

Braços abertos, olhar encantado - Vem minha princesa Can't Help Falling in Love Passos leves, reino a imaginar Realeza no nosso pequeno castelo Dançamos sobre a luz Compassos ditando os movimentos A princesa voa no colo E por breve momento o sonho se tornou realidade Grand finale ... o melhor abraço com a sútil voz - Eu te amo! Wellingtton Jorge

Caatinga

Esta terra seca sou eu, Árida, galhos finos, Envolto pelo sertão. As raízes são as veias que carregam pouca vida. Caatinga. Não existe verde. Se foi a esperança de chuva, De um simples brotar de grama. Até o calango já morreu. Wellingtton Jorge

Mozart e Miles Davis, Rubem e Wellingtton

Começo a acreditar que, ao se inspirar em uma determinada pessoa, você passa a vivenciar algo semelhante ao que ela vive. Talvez a espelhar seus atos, pensamentos e até mesmo suas paixões. Quando leio Rubem Alves, tenho a sensação de reflexo, sinto-me como se estivesse diante de um espelho. Não sou presunçoso a ponto de me comparar a ele, não sou tão iludido a ponto de comparar Ronaldinho Gaúcho com Endrick ou Rubem Alves comigo.  Mas é importante (para mim) observar o quanto temos em comum. Quando me deparei com sua crônica "Mozart" nas páginas do maravilhoso livro Ostra feliz não faz pérola, ri muito e lembrei de um episódio similar. Em uma ida rotineira ao Starbucks de Itaquera, pedi meu café expresso de brigadeiro, enquanto ao fundo tocava um repertório magnífico de Miles Davis. Ao pagar o café, perguntei à atendente quem havia escolhido o repertório. Empolgado para citar a música So What e me aprofundar ainda mais no assunto, recebi um balde de água fria. A resposta ines...