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Eu e Cora Coralina

Li Cora Coralina, a conheci, vi sua infância. Foi uma menina estranha e rejeitada. Caía demais, joelhos sempre a sangrar. Quando um poeta escreve, nos versos, ele próprio pode se encontrar. Quando outro poeta lê , ali eles podem se amar. Não falo do amor Eros , mas no reflexo dos seres, o espelho atemporal dos versos, o narcisismo que nos habita e gera pertencimento à história do outro. Posso eu contar a história dela e fazer da minha o enredo? Posso dizer muito sobre Cora, e você aprender mais sobre mim. Somos simples, eu e Coralina. Família de sotaques, escassez no banquete da mesa. Mas a imaginação sempre foi um alimento diário. Nunca faltou, mas também não era de sobrar. Cresceu e viveu na simplicidade. E o sucesso chegou, não pelo ter, mas por ser. Seu nome já ficou; o meu há de ficar. Seremos um do mesmo. Já temos algumas coisas em comum: a pátria e o lápis; no meu caso, o smartphone. Gerações mudam e se reinventam, mas os sentimentos ficam a ...

Quintana, desculpa-me, mas ela morreu!

Foi se criando muitos dividindo todos enfraquecendo o propósito mudando a escrita Lamento que o diferente se faz intolerante. A imposição egocêntrica do certo cega os olhos da pequena esperança aquela que o Quintana criou A pequena morreu,  quando pulou lá do 12° andar Todos esperavam o olhar verde e o sorriso inocente Algo deu errado, viram sangue - Meninazinha, acorda por favor! - Esperávamos por você! Agora cabe a nós, reescrever as linhas Comecemos por sermos humildades e abraçarmos um aos outros. Wellingtton Jorge

Chaves pra liberdade

Fui entregue a ela, e nela tornei-me prisioneiro. Correndo para a liberdade, estava condenado. A cada tentativa de fuga, minha sentença aumentava. Clamei por misericórdia e fui atendido com uma mensagem: “Viva, mas eu estou aqui.” Pensei que estava livre, mas em pouco tempo olhei e contemplei correntes me impedindo de prosseguir. Chorei como homem que sou. E no choro lamentado descobri: as chaves da liberdade sempre estiveram dentro do meu próprio coração. Wellingtton Jorge

Maghalitta, tríade vivencial!

Não sei o que escrevo, começo pela magnifica pizza e vinhos que podemos encontrar ou no atendimento único que o “Kel” oferece? Kel é um nome que os amigos o chamam e tomo a liberdade de escrever assim, pois desde a primeira vez que coloquei o pé na Maghalitta pude sentir essa amizade.  Não considero a Maghalitta somente uma pizzaria, e pego-me a falar das saborosas opções que por lá encontramos, um banquete de sabor, qualidade e rapidez essencial para o segmento. Entretanto o que por hora compartilharei são as coisas que não podem ser consumidas e muito menos compradas.  Falarei de uma tríade vivencial. Amizade, respeito e humanidade. Recordo-me de um poema escrito meses atrás, no qual refleti sobre “que mal tem um bom dia para outro alguém?”. Não foi um bom dia, mas um boa noite, a energia compartilhada me fez aderir ao ambiente alegre, e vi que já havia outros nessa mesma energia. Nesse primeiro momento aprendi que estranho não são as pessoas que tenho pouca afinida...

Gleicy, Vai valer a pena!

Acordo para mais um hoje. Batom, sorriso e um brinco. Vou por caminhos esperançosos Caminhos de fé e certezas no amor. Amor tenho-me a sós. Só não é uma condição, nem tão pouco um estado. mas um propósito. Tentei demasiadamente, ser plural, mas eles não estavam preparados. Foram eles madeiras de construção. Pois usei tudo que vivemos para construir uma canoa. Hoje navego em rios de paz e amor. Amor próprio, Amor intimo, Amor exclusivo. Amor ... Aprendi a ser amor, antes de compartilhar-lo. Na margem do rio vejo-o. Quando chegar por lá, saberei que a travessia valeu a pena. Um bom barco suporta muitas tempestades. E o bom navegador, aprende com elas. Wellingtton Jorge Segundo poema do sorteio poético. Gleicy a personagem compartilhou os grandes momentos ruins do amor. Contudo, isso nunca a fez desistir de seguir nesse caminho. Grato por sua participação, espero que sua história possa ser inspiração para outras pessoas. 

Menina

Saiu sem rumo buscando tampa pra ausência, nunca deram apreço por sua dignidade pra ela a vida não é esperança. Naquela noite a chuva escondeu as lágrimas, o frio arrepiou suas pernas Por um pequeno aluguel, naquela hora seu corpo era o objeto coberto pelo erótico. O pacote é completo,  sussuros de prazeres inesistente, olhares doces e vazios, língua viva sobre o corpo Tudo jazz aqui na terra dos homens. Na troca de escrementos, suor a descer do rosto, o fato consumado, demanda e oferta se encontram, o capital do prazer A menina se vê acompanhada e, novamente só! - Cada um chega aonde a vida leva! - Dinheiro ou cartão? - Volte sempre... Wellingtton Jorge

Moça da rosa vermelha

Moça da rosa vermelha, Somente você para me inspirar novamente. Há dias que não escrevo, Hoje sinto em mim o desejo de falar por texto. Olha que até consigo criar um cordel, Fazer rimas de amor, brincando com as palavras, e sendo um eterno sonhador. Moça da rosa vermelha, O que tens que mexe assim comigo? Será um destino, ou um presente do momento. O presente perfeito, seria apenas um abraço dos imperfeitos? Sabes que me encantaste? Mas não assumo em público, deixo no segredo de meus textos. Leia-os e veja a perfeição que tu es. Um dia terei seu beijo moça, e quando tiver o meu, saberás que o tempo valerá a pena ao meu lado. Darei meu melhor abraço, guardará em seus pulmões meu cheiro. Sonhará comigo e eu contigo. Até o dia que dos sonhos, viveremos os fatos. Moça da rosa vermelha,  Escrevo por sua beleza, seu jeitinho de menina, nas dores de uma mulher. Por favor, dei-me seu sorriso quando ler isso, E será meu presente nessa segunda feira. Wel...