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Esconder

O que tento fazer, não faço O que não quero fazer, faço Entendo o Apóstolo Paulo Há tantos de mim brigando Buscando prazeres, aclamando efemeridade, gritando com aquele que vai lentamente O constante, Amante do presente, o consciente que atento está. Ao olhar para trás, lá no passado Alguns anos, minutos, segundos... Vejo que cai, errei [como errei!] Um chapéu vestiria, não como ornamento Mas em meu rosto para esconder [a fraqueza]. Não falaria comigo mesmo, se pudesse E falando, eu estranho o que o fui e fiz. Ahhh!  respiro para ter um pouco de coragem Pois preciso viver e, fazer tudo reviver! Wellingtton Jorge

A camisa

Visto-me tão rapidamente para fazer tudo de forma otimizada. Corro para finalizar tarefas, avanço com metas, vou em busca de grandes resultados. Anos passam, continuo assim! Visto-me tão rapidamente... Tudo precisa ser acelerado... “Hoje o tempo voa amor, escorre pelas mãos” No meu último dia aqui, não precisei correr para me vestir. Fui vestido com a mesma camisa que há anos me acompanhava. Deitado, os algodões — brancos enfeitavam meu rosto.  Um bom homem se fez aqui. Wellingtton Jorge

Quero me lembrar

Não quero esquecer  Olhar para mim Dia, após dia  Entender que o hoje é um instante  Mesmo que um instante seja ruim Terei tantos outros  Para chamar de futuro E quando chegar lá Posso até esquecer que foi ruim Mas nunca esquecer que passei por ele Wellingtton Jorge

Olhar de gratidão

Fragmentos da vida são compartilhados de várias maneiras Todos podem receber Todos podem doar. Como obra de tapeçaria, Um lindo tapete nas mãos do Criador. Olhamos por debaixo, vemos o quê? Um cruzamento de fios, Demasiados fios, Profusa variedade de cores. Encontramos beleza no olhar inverso: De cima para baixo, De baixo para cima, feiura. Desdenhamos do que vemos, Não há o que agradecer. Humanos que somos, Formigas no mundo do Criador, Enxergamos o tapete nessa ótica. Mas se olharmos como o Tapeceiro, Veremos uma grande obra, Digna de gratidão. Wellingtton Jorge Ps. Poema em gratidão a Irma Akamine Hiray, uma admirável mulher que nos inspira e é peça fundamental no compartilhar afeto e esperança. 

Vitis vinifera, a nossa raíz

"Meu amor, a vida passa num instante, e um instante é muito pouco pra sonhar" Começo esse texto ao som de Oswaldo Montenegro, lançado em um instante que se fez raiz, instante que nutriu minha alma, como um vinhedo nas montanhas que busca lá nas profundezas os mais ricos nutrientes sentimentais para sua existência. Hoje, lendo Graciliano Ramos, sua famosa obra Vidas Secas . Sim! Estou falando da Baleia, a cachorra mais conhecida do nosso nordeste maravilhoso, Fabiano e sua indagação se é bicho ou homem, e Sinhá Vitória, sua companheira. Me deparei com a seguinte frase: "Era mais forte que tudo isso, era como as catingueiras e as baraúnas. Ele, Sinhá Vitória, os dois filhos e a cachorra Baleia estavam agarrados à terra". Nesse exato momento, lembrei daquele senhor (Marcelo) que há poucos dias chegou com uma caixa de vinhos, com um ar de conhecimento regado de simplicidade e leveza, num encontro de amigos de amigos (19/12/24). Que, por ocasião, também era o lançame...

Caatinga

Esta terra seca sou eu, Árida, galhos finos, Envolto pelo sertão. As raízes são as veias que carregam pouca vida. Caatinga. Não existe verde. Se foi a esperança de chuva, De um simples brotar de grama. Até o calango já morreu. Wellingtton Jorge